Pesquisadores brasileiros detectam hanseníase resistente no Pará - Ecoo

Pesquisadores brasileiros detectam hanseníase resistente no Pará

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Um estudo brasileiro identificou a existência de bactérias da hanseníase resistentes ao tratamento-padrão. A informação foi publicada no site da BBC Brasil.

“Por muitos anos, a OMS dizia que não existia resistência, que a hanseníase é 100% curável. Isso não é verdade”, diz Marcelo Mira, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da PUC-PR e líder do estudo.

homem com manchas brancas na pele

Crédito: Leonid Eremeychuk/istockHanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa e transmissível

A descoberta foi possível após os pesquisadores analisarem a população da Vila Santo Antônio do Prata, uma ex-colônia de hansenianos no interior do Pará. Eles realizaram cerca de 600 consultas com a população.

Tratamento-padrão

O tratamento-padrão para a hanseníase, chamado poliquimioterapia (PQT), consiste em uma associação de drogas como a rifampicina e a dapsona, remédios para os quais o estudo testou a resistência.

No estudo, os pesquisadores detectaram a maior proporção de cepas resistentes da M. leprae já reportada em uma determinada comunidade: 43,2% dos casos apresentavam resistência a algum dos medicamentos, e 32,4% possuíam resistência dupla.

Hanseníase

O Brasil possui a maior incidência de hanseníase no mundo e no total de casos é superado apenas pela Índia.  É uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, caracterizada pelo comprometimento dos nervos periféricos, com perda/alteração de sensibilidade cutânea térmica, dolorosa e/ou tátil e de força muscular, o que pode gerar incapacidades físicas permanentes, principalmente em mãos, pés e olhos.

Sintomas

  • Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas;
  • Área de pele seca e com falta de suor, com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; sensação de formigamento;
  • Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés; diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos;
  • Úlceras de pernas e pés; caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; febre, edemas e dor nas juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; ressecamento nos olhos;
  • Alguns casos não apresentam lesões de pele, apenas comprometimento de nervos periféricos, ocasionando assim alterações de sensibilidade e força muscular, além de dores na região dos respectivos nervos.

Saiba mais sobre a doença no vídeo abaixo do Ministério da Saúde:



Fonte

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