Aspirina pode ser amiga ou inimiga de mulheres com câncer de mama - Ecoo

Aspirina pode ser amiga ou inimiga de mulheres com câncer de mama

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Faz tempo que a Aspirina não serve só para amenizar sintomas de gripes e resfriados. O remédio, à base de ácido acetilsalicílico, é usado para prevenir infarto e AVC. E também prolongar a vida de mulheres com câncer de mama. Porém, essa última utilidade pode ser contraindicada em alguns casos da doença.

A Aspirina pode ser aliada ou inimiga no combate ao câncer de mama

Crédito: iStock/catinsyrupA Aspirina pode ser aliada ou inimiga no combate ao câncer de mama

É o que mostra um novo estudo da Escola de Saúde Pública Global da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill Gillings.

O efeito benéfico em algumas mulheres com câncer de mama se deve à ação anti-inflamatória da Aspirina no corpo.

Por outro lado, em outras, provoca alterações químicas nas moléculas de DNA dos genes em tecidos tumorais. Esse processo é chamado de metilação.

Dessa forma, o efeito nessas pacientes é inverso. Nelas, a Aspirina pode acelerar o desenvolvimento do câncer, levando a pessoa à morte.

Consulte o médico sobre a Aspirina e o câncer de mama

A pesquisa analisou dados de 1.266 mulheres com câncer de mama em Long Island. A mortalidade após a doença cresceu 67% entre as que usaram Aspirina ao menos uma vez por semana durante seis semanas antes do diagnóstico em um grupo de mulheres com um tumor metilado promotor do gene 1 do câncer de mama, conhecido como BRCA1.

Por outro lado, a mortalidade diminuiu entre 22% e 40% entre as usuárias de Aspirina com outros perfis de metilação do DNA dos tecidos tumorais.

A conclusão: não é indicado que mulheres com câncer de mama tomem Aspirina sem a orientação de seus médicos.

Afinal, é a predisposição genética da paciente que vai dizer se o popular remédio para gripes ou resfriados irá lhe fazer bem ou fazer mal na luta contra o tumor.

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